Felipe Kitadai vai iniciar sua temporada com um desafio de peso neste fim de semana. Ao lado da maior parte da elite do judô nacional, ele vai disputar o Masters do Cazaquistão para testar sua força entre os melhores do mundo. O acidente com o quimono borrado no Pan, que fez sua medalha de ouro ficar famosa, já é passado e virou tema de brincadeiras entre amigos.
“Isso não me incomoda não. O importante é que estou com a medalha. Cagar todo mundo caga”, diz Felipe, aos risos. O incidente deu notoriedade ao até então desconhecido Felipe Kitadai.
Antes do ouro na categoria até 60 kg em Guadalajara, Kitadai já havia chamado a atenção dos mais fanáticos por judô em 2010. Na Copa do Mundo em Roma, além do título ele conseguiu uma vitória importante contra o japonês Tadahiro Nomura, tricampeão olímpico na categoria.
Hoje ele está consolidado no ranking mundial. Ocupa atualmente a 16ª colocação, mas é o 12º na lista de vagas para a Olimpíada de Londres. Uma boa colocação no Masters do Cazaquistão, que reúne os 16 melhores de 2011, pode garantir uma distância confortável de Breno Alves, 23º do ranking e ainda sonhando com uma vaga.
Como os 22 melhores da categoria vão a Londres (sendo apenas um por país), a briga de Kitadai é quase toda contra o compatriota. Ele pensa, no entanto, em aproveitar o evento para medir forças com os líderes da lista.
“Já dá pra tirar uma prévia da Olimpíada. Em 2011 eu fiz essa competição e pode ser importante para a nossa preparação”, diz Kitadai, que não se abala com a repercussão de seu “acidente” no Pan. Mesmo assim, tem de aguentar os amigos lembrando do fato com bom humor.
“A gente sempre dá uma brincada. No começo, o pessoal estava acanhado. Aí eu fui lá e dei uma sondada, para ver se ele ia levar na esportiva. Quando eu vi que ele estava tranquilo começou a brincadeira”, disse João Derly, contando um pouco do clima dos treinos entre os dois.